Quando nos referimos a “qualidade da luz”, estamos definindo se a luz é “dura” ou “suave”, cada uma tem suas características e aplicações.


Em um dia nublado, entretanto, a luz dura do sol encontra uma camada de nuvens, que passa a ser a própria fonte luminosa, esta sim enorme em relação ao objeto terrestre, iluminando-o por diversos ângulos, projetando sombras suaves, de contorno indefinido, é portanto uma luz suave.
A questão é que não existe uma fonte de luz que seja considerada dura ou suave, tudo depende do que ela ilumina e da sua posição relativa ao objeto fotografado.
Considere uma sala iluminada apenas por uma lâmpada soft caseira de 60W posicionada no teto. Podemos considerar como uma fonte de luz dura em relação aos objetos da sala. Se repararmos nas sombras projetadas veremos que são definidas, com bordas bem delineadas. Agora, se pegarmos esta mesma lâmpada e aproximarmos de um pequeno inseto, veremos que ela torna-se suave em relação a ele, projetando sombras desfocadas.
O caso inverso seria um Hazy light, que na maioria dos casos projeta luz suave, quando posicionado próximo aos objetos, mas se posicionarmos um hazy a 10 metros de um objeto, veremos que a luz se torna dura.
Assim, uma mudança de posição em uma fonte de luz não apenas altera a intensidade, mas também muda a qualidade de luz. Esta característica é fundamental para o controle absoluto da luz.
Considere uma lâmpada de luz fria tubular de 2 metros de comprimento. Ao posicionarmos esta fonte sobre uma esfera vamos notar que a sombra relativa ao lado maior da lâmpada projeta sombras suaves, enquanto que a sombra relativa ao lado menor projeta sombras duras. Ou seja, o formato da fonte é proporcional às sombras projetadas.
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