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Áreas Luminosas

Vamos iluminar a tradicional bola de sinuca vermelha com um hazy light. Prestaremos atenção a cada elemento luminoso que pode ser identificado nessa cena simples.

Tonalidade real

É a tonalidade verdadeira do objeto, neste caso, o vermelho. Alguns autores chamam essa região de diffused value. Trata-se da cor real do objeto quando exposto corretamente. Na maioria dos casos a tonalidade real é corretamente exposta, não existe margem para muita interpretação, ou seja, quando exposta corretamente a tonalidade real é sempre a mesma. É importante trabalhar bem a exposição da tonalidade real, pois no caso de uma fotografia de produto é esta que revela a cor real do produto.

Sombra

É a área subexposta em relação à tonalidade real, esta área geralmente não recebe nenhuma luz diretamente da fonte principal, podendo ser iluminada por uma fonte secundária de luz ou através de um rebatedor. A sombra é apresentada de forma subjetiva, depende da escolha do fotógrafo, pode ser mais clara, pode ser mais escura, pode deixar de existir. Não existe sombra certa ou errada, cabe ao fotógrafo escolher. A sombra tem papel importantíssimo na informação tridimensional da cena, uma sombra bem trabalhada nos traz noções de como o objeto é na realidade do mundo tridimensional.

Especulares

As especulares nada mais são que reflexos da fonte luminosa no sujeito. No caso da nossa bola de sinuca, é clara a imagem distorcida do hazy light. Assim como as sombras, as especulares também apresentam bordas, que podem ser suaves ou nítidas. A apresentação das especulares no objeto também é importante na revelação da forma e textura da superfície fotografada. A borda da especular também pode ser suave ou nítida, e esta é a única dica se um material é brilhante ou fosco, portanto é imprescindível saber escolher que tipo de forma de luz refletiremos sobre o objeto, bem como a posição e a intensidade desta reflexão.

Iluminação revela o sujeito

Sabemos que o mundo tem 3 dimensões, a paralaxe dos nossos olhos somada ao movimento em relação ao sujeito já são 2 fatores que facilitam muito o entendimento de um sujeito no espaço tri-dimensional. Mas a fotografia tem 2 dimensões apenas, através da iluminação (mas não só dela), que devemos passar esses conceitos para o observador. Entenda como uma iluminação simples como esta revela muito sobre um sujeito.

1) A tonalidade real nos mostra que ele é vermelho.
2) A sombra nos mostra onde a esfera está posicionada e reforça a forma esférica.
3) A transição entre a tonalidade real e a área de sombra nos mostra que ele é esférico.
4) O reflexo especular distorcido também reforça a característica esférica.
5) A borda nítida do especular nos mostra que a superfície é brilhante.

Sabemos que iluminar é uma arte, que temos que ter “feeling”, tudo bem, mas entender estes fundamentos é de grande auxílio na busca pela “luz ideal”, pelo mentos enquanto não temos muita experiência no assunto.

Mas, e se a bola fosse preta? A sombra em uma bola preta ainda é preta e não serve pra revelar quase nada. Neste caso, as especulares têm total responsabilidade e devem ser aproveitadas da melhor meneira possível.

Da mesma forma, se a bola fosse branca, as especulares seriam brancas e pouco ajudariam no reconhecimento de forma e volume, teriam as sombras o papel mais importante neste caso.

Reparem como a forma, cor, textura e posicionamento de um sujeito exigem considerações variadas sobre a melhor iluminação a ser utilizada.